Saturday, October 11, 2014

Criatividade e inovação em todos os campos

"Escolhi deliberadamente a expressão mais ampla possível – boas ideias – para sugerir a perspectiva transdisciplinar que estou tentando adotar. Nesta análise, as boas ideias vão de plataformas de software a gêneros musicais, de paradigmas científicos a novos modelos de governo. Minha premissa é que há tanto valor a ser encontrado na busca das propriedades comuns entre todas essas diferentes formas de inovação e criatividade quanto na documentação das diferenças que as separam. O poeta e o engenheiro (e o recife de coral) podem parecer estar a um milhão de quilômetros um do outro em suas formas particulares de conhecimento, mas, quando trazem boas ideias ao mundo, padrões semelhantes de desenvolvimento e colaboração moldam esse processo." Steven Johnson, no livro "De onde vêm boas idéias".

Sunday, December 29, 2013

Conecte pessoas e a alavanque seus projetos

Imagem criada por Yaph 


Na pausa do recesso de fim de ano, resolvi por em dia a leitura. Em um passeio rápido pela estante, um livro usado na pós-graduação chamou atenção: Dominando os Desafios do Empreendedor (MasteringEntrepreneurship). Lançado em 2000, ele tem vários artigos sobre empreendedorismo publicado por professores de diversas universidades, em sua maioria, europeias. Não é um guia, como o título pode sugerir, mas uma coletânea de textos voltados para o uso em sala de aula.

Um dos textos vale a pena comentar: “O lucro por meio da parcimônia” (The parsimonious path to profit), da Rita Gunther McGtath. O artigo explica como os empreendedoresal avancam oportunidade através da sua rede de contatos.

Talvez você já tenha vivido algumas situações descritas abaixo:
  • Se você precisa imprimir folhetos, por que não utilizar de conhecidos e familiares para obter o melhor preço?
  • Se você precisa de um endereço empresarial a altura, por que não utilizar um endereço de um amigo emprestado? Talvez ele permita você utilizar a recepcionista dele para anotar os seus recados.
  • Ao invés de contratar um consultor, por que não contar com a ajuda de parentes e ou amigos? Caso não seja possível, por que não oferecer seu apoio a um projeto estudantil?

Rita apresenta algumas histórias de empreendedores que, antes de tudo, aproveita da rede de contatos para “pechinchar” e fazer negócios. Isto, mesmo depois de anos de sucesso.

Segundo Ian Macmillan da Universidade de Warthon, também citado no texto:
  • Nunca compre algo novo que possa ser comprado de segunda mão.
  • Nunca compre algo que possa ser alugado.
  • Nunca alugue o que possa ser pego emprestado.
  • Nunca pegue emprestado algo que você possa pedir de presente.
  • Nunca peça algo que você possa resgatar.

Dentre as histórias, ela cita a de um empresário sueco que realizava fóruns e encontros sociais para alavancar negócios. Em um destes encontros, um consultor compartilhou com o grupo um problema de um dos clientes (frequentes problemas trabalhistas com empregados de uma fundição). Uma possível solução poderia ser feita através do uso de robôs, porém ninguém conseguiu desenvolver uma solução adequada para a empresa (ambiente de altas temperaturas e fuligem danificavam os robôs). O empreendedor, mais uma vez, utilizou da sua rede para levar a questão a um conhecido professor de engenharia que afirmou ser possível o desenvolvimento de um protótipo. Mesmo tendo facilmente o capital necessário, o empreendedor se utilizou da sua rede para contatar empresas que tivessem o mesmo problema para patrocinar o protótipo. Uma maneira interessante de testar a idéia sem um desencaixe financeiro e ainda por cima, garantir potenciais compradores.

O texto faz parar para pensar. Steve Jobs é famoso pelo seu discurso que afirmava que ser importante olhar para o passado para conectar os pontos. Acredito que o conceito de "conexão dos pontos" não deve se resumir apenas ã criação de um produto, mas também à viabilização de um negócio. Os "pontos" não devem se limitar às características e idéias do negócio, mas também considerar as pessoas que vão viabilizá-las.

O quanto que utilizamos da nossa rede de conhecidos e amigos para avançar em nossos projetos? O quanto que ajudamos amigos a alavancar projetos? Em um ambiente com a cultura empreendedora estas oportunidades são criadas constantemente. Bastas olharmos paras as histórias do Vale do Silício. Chega de medos e receios. Vamos deixar a timidez de lado. Acredito que com uma atitude mais colaborativa nos negócios todos podem ganhar. As oportunidades aflorariam mais frequentemente e o bolo, no final, cresceria ainda mais.

Monday, July 8, 2013

Studyinsites : Project Model Canvas

Studyinsites : Project Model Canvas: O Project Model Canvas foi criado pelo Professor Jose Finocchio Jr. que se inspirou nos conceitos do Business Model Generation criado p...

Sunday, May 5, 2013

Líderes tem que focar em outras coisas além dos resultados

Slide: Leaders also need to focus on more than just results

“Great leaders find a balance between getting results and how they get them. A lot of people make the mistake of thinking that results are all there is to the job. They go after results without building a team or without building an organization that has the capacity to change. Your real job is to get results and do it in a way that makes your organization a great place to work – a place where people enjoy coming to work, instead of just taking orders and hitting this month’s numbers.”
Andy Pearson – former CEO of Pepsico

A frase acima é de um slide a aula do professor John Boose, da Universidade de Stanford, do curso Leadership for Strategic Execution.

Abaixo a tradução:

"Grandes líderes encontrar um equilíbrio entre o bjetivo de obter resultados e a forma de como obtê-los. Muitas pessoas cometem o erro de pensar que os resultados são tudo relacionado ao trabalho. Eles vão atrás resultados sem formar uma equipe ou sem a construir uma organização que tem a capacidade de mudar. Seu verdadeiro trabalho é obter resultados e fazê-lo de uma maneira que faz com que a sua empresa seja um ótimo lugar para trabalhar - um lugar onde as pessoas gostam de vir para o trabalho, em vez de apenas receber ordens e atingir metas."


Friday, February 15, 2013

Você quer inovar? Experimente o livro de receitas da D.School



A universidade de Stanford, através do seu Instituto de Design (D.School) oferece uma série de cursos voltados para inovação e design thinking. Como a escola que não está apenas preocupada em fazer receita, mas sim, em impactar o mundo, ela compartilha uma ferramenta muito útil para quem não tem a chance de cursar um dos programas em Palo Alto. Trata-se de uma espécie de livro de receitas, o Bootcamp Bootleg, onde as principais metodologias de geração de idéias são apresentadas.

Vale apena coferir, ler e aplicar.
http://dschool.stanford.edu/use-our-methods/

Saturday, July 14, 2012

PM Vale Day, eu fui, você vai?

Quem é de São José dos Campos e região conta com uma inciativa sensacional para conhecer mais sobre gerenciamento de projetos. Trata-se do PM Vale Day, encontros mensais voltados para compartilhar conhecimentos sobre esta disciplina.
Atuando como uma comunidade prática, o grupo reúne membros de diversas empresas da região do Vale do Paraíba e São Paulo. O evento está em sua 10 edição e foi idealizado pelo Hugo Lourenço.
Tomei conhecimento por acaso e o encontro deste fim de semana foi o primeiro que participei. Desejo estar nos próximos e quem sabe, posso, caro leitor, te ver lá. É uma chance de fazer networking e trocar conhecimentos.
Quem quiser saber mais, é só acompanhar o site.
http://pmvaleday.yubi.me/index.html

Saturday, June 23, 2012

Steve Jobs, o papel de uma cultura forte ao criar uma empresa



Após deixar a Apple em 1985, Steve Jobs e alguns ex-funcionários focaram seus esforços na criação da NeXT, uma empresa de tecnologia focada no mercado educacional.
O vídeo acima faz parte do documentário "Entrepreneurs", lançado em 1986 e que conta a história de várias empresas, dentre elas a NeXT, a Lotus e a FedEx. O trecho acima mostra dois pontos importantes considerados por Jobs e sua equipe para fundar a nova empresa:

1 - Cultura: 
Qual é o propósito? Qual é a missão da empresa?

2 - Viabilidade econômica:
Como fazer para entregar o produto aos clientes e garantir fluxo caixa e mercado para nova "startup"?

 Abaixo, alguns pontos ressaltados por Jobs que resumem a importância que ele dava a cultura organizacional:

"(...) Mais importante do que fazer um produto, é arquitetar uma empresa. O resultado final é  muito mais grandioso que a soma das partes. (...)"

"(...) A Apple é grandiosa porque nos primeiros dias de vida, ela foi construída a partir do coração (...) as pessoas, quando compram nossos produtos, tem que sentir que estamos fazendo isto por paixão."


É a causa, o propósito, antes do lucro. Porém o vídeo deixa claro que para a empresa sobreviver, ela tem que focar em prazos, custos e principalmente no consumidor.

A NeXT foi adquirida na Apple em 1996 e seu software serviu de base para um novo sistema operacional. Com a aquisição, Steve Jobs voltou para Apple, a empresa que ele ajudou a fundar, levando toda a experiência adquirida em uma década longe da empresa.

Desde ponto em diante, todos, certamente conhecem a história.




Saturday, March 24, 2012

Canvas by IDEO


HackFwd: Visualize Your Business Model in 15 Minutes Flat from IDEO on Vimeo.

Método "canvas" para desenhar seu modelo de negócios


Esta semana tive a chance de participar de um treinamento introdutório ao método "canvas". Há um tempo o livro “Business Model Generation: A Handbook for Visionaries, Game Changers, and Challengers” (Alexander Osterwaldere Yves Pigneur) está no meu “whish list”, mas só agora compreendi melhor o que uma ferramenta tão simples é capaz de fazer.
Diferente do velho e linear documento de MS Word para descrever o plano de negócios, o modelo "canvas" é bem visual, dinâmico e colaborativo. É um modelo coerente com a dinâmica de hoje em dia.
Em resumo, a equipe define 9 características de um negócio e suas relações usando o modelo de negócios “canvas”:

1. Segmentos de clientes (CR – Customer Segments)
2. Proposições de valor (VP – Value Propositions)
3. Canais (Ch – Channels)
4. Relacionamentos com clientes (CR – Customer Relationships)
5. Fluxos de receitas (RS – Revenue Streams)
6. Recursos chaves (KR – Key Resources)
7. Atividades chaves (KA – Key Activities)
8. Parceiros chaves (KP – Key Partnerships)
9. Estrutura de custos (CS – Cost Structure)

 
O treinamento foi uma iniciativa do Felipe (@felipeedlinger) que mandou MUITO bem na forma de no conteúdo. Referências e cases de primeira, visual diferente dos templates coorporativos do dia-a-dia. Uma apresentação para deixar qualquer seguidor do Gary Reynolds de careta.

Para quem quiser conhecer mais, recomendo os dois videos abaixo:


-  Business Model Canvas Explained;


Janeiro 26, 2012

Friday, March 23, 2012

Sim, existiu um iPod da HP



Reza a lenda que a HP, para alavancar as receitas, lançou um computador que acompanhava um iPod. O iPod da HP permitiu que a Apple ampliasse sua rede de distribuição e propaganda e a HP pegar carona de um produto sucesso de vendas no mercado.
Na teoria, tudo lindo. Na prática, muitos consumidores do iPod HP não puderam contar com a agilidade da rede de manutenção da Apple. O produto só poderia ser consertado em autorizadas da HP.
O pior dos problemas é que esta estratégia não estava alinhada com a cultura da HP Invent, que como o próprio nome já diz, uma empresa com uma cultura voltada para inovação. Reza a lenda que devido esta estratégia desconecta com a cultura da HP, muitos engenheiros deixaram a empresa.
O acordo entre as duas empresas durou de janeiro de 2004 até julho de 2005. Na quebra de contrato, a HP não poderia vender nem desenvolver um MP3 até agosto de 2006.